O Banco de Desenvolvimento de Angola (BDA) a Angola Cables assinaram esta Quarta-feira um contrato de financiamento avaliado em USD 109.797 milhões para a construção do cabo submarino do Atlântico Sul (Sacs) que ligará Luanda (Angola) a Fortaleza (Brasil), numa distância de 6000 quilómetros e 40 Tbps de capacidade.
O contrato de empréstimo é suportado por uma garantia soberana da República de Angola com o Banco para a Cooperação Internacional do Japão (Jbic) e a corporação bancária Sumitomo Mitsui (SMBC), contando com a cobertura da seguradora oficial de crédito à Exportação do Japão (Nex).
O projecto deverá estar concluído em 2018 e vai adicionar uma nova rota ao tráfego de dados, com a vantagem de incluir tecnologia e capacidades modernas, segundo os seus promotores.
O presidente do Conselho de Administração do BDA, Manuel da Costa, explicou que se trata da primeira operação do género conduzida pelo BDA em que o consórcio de bancos japoneses e a Sumitomo Mitsui concederá o financiamento ao BDA que, por sua vez, o passa por meio de um subcontrato de empréstimo à Angola Cables, com o apoio do Ministério das Finanças. "Vamos continuar com operações do género na perspectiva de suplementar a nossa capacidade de financiamento, de modo a responder às expectativas que são depositadas em nós como um veículo e instrumento do Estado para financiar projectos estruturantes para a nossa economia", frisou Manuel da Costa.
Por seu turno, o PCA da Angola Cables, António Nunes, considera tratar-se de "um projecto inovador a nível das comunicações mundiais, pois ligará os continentes africano e sul-americano, criando uma rota alternativa, nomeadamente para o acesso a África, Europa e Ásia".